Porto Alegre, 25 de abril de 2017
Comitê de Segurança Metropolitano será instalado na terça
Escrito por Carlos Scomazzon/CMPA   

 

Tonico Alvares/CMPA

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará, na terça-feira (19/4), às 9 horas, a instalação do Comitê Permanente de Segurança Metropolitano. O ato ocorrerá no Plenário Rocha do Palácio Aloísio Filho, sede da Câmara. Além de reunir o Parlamento Metropolitano da Grande Porto Alegre, prefeituras, Câmaras Municipais da Região Metropolitana e universidades gaúchas, o Comitê terá como principais parceiros as seguintes entidades: Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor (FEDC), Associação dos Juízes do RS (Ajuris), Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), Associação dos Comissários de Polícia (ACP), Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) e Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar e Bombeiros do RS (ASSTBM).

 

No primeiro dia de instalação, serão definidos os coordenadores dos trabalhos, que irão definir o cronograma de atividades. O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Cassio Trogildo (PTB), destacou a importância da realização de um amplo e permanente debate, envolvendo todas as forças sociais e políticas das cidades que estão próximas à Capital, “vislumbrando, ao final, a construção de um Plano Integrado de Segurança Pública para a Região Metropolitana”. O vereador lembrou que o debate está conectado à discussão do tema da resiliência e foi iniciado no dia 17 de janeiro, quando, na presença do coordenador de Resiliência da cidade colombiana de Medellín, Santiago Uber, foi realizada a primeira reunião no Legislativo porto-alegrense.

 

Para Trogildo, a construção de um plano integrado de segurança pública pode ser resultante dos debates realizados com entidades da sociedade organizada. “Não queremos tornar este tema um debate entre situação e oposição, mas tratá-lo de forma republicana, acima de todas as diferenças políticas e ideológicas”, afirmou. Ele reconhece que não existe uma fórmula para acabar com problemas como a violência, fator que mais preocupa a população atualmente. “Todos entendem, no entanto, que não se resolve a violência apenas com repressão policial. É preciso criar alternativas para que se possa agir de forma educativa, e este será o papel do Comitê”, concluiu. O vereador ressalta que o plano necessariamente precisa envolver toda a Região Metropolitana em conjunto, já que a criminalidade está totalmente disseminada e unificada na atuação, e consequentemente na possibilidade real de um combate efetivo.