Porto Alegre, 25 de abril de 2017
Conselheiros do Orçamento Participativo são empossados
Escrito por Indaiá Dillenburg/PMPA   

 

Helena Rocha/PMPA

Tomaram posse na noite dessa quinta-feira, 15, em assembleia municipal, os 92 conselheiros do Orçamento Participativo, Gestão 2016/2017. Os dois representantes da União das Associações de Moradores  de Porto Alegre (Uampa) serão indicados ao COP para completar a nominata. O evento, realizado na Casa do Gaúcho, foi coordenado pelo secretário de Governança Local, Cezar Busatto, que representou o prefeito José Fortunati, e contou com a presença do prefeito eleito, Nelson Marchezan Jr. Os delegados do OP foram empossados simbolicamente e receberão seus certificados nas respectivas regiões e temática.

 

Participaram também da mesa da plenária o secretário adjunto de Governança Local, Carlos Siegle de Souza, e sete dos oito conselheiros, membros da coordenação do Conselho do OP (COP): Carlos Paixão, Dinar Melo de Souza, Dionísio Gause Junior, Giovane Byl Junior, Laura Elisa Machado, Maria Elisabeth de Brittos Alves e Rosa Labandeira.

 

Os participantes receberam  o demonstrativo  de receitas e despesas do município e também a Revista Observando, do Observatório da Cidade de Porto Alegre (ObservaPOA), com o tema  “Perfil e Percepção dos Participantes das Assembleias do Orçamento Participativo de Porto Alegre”. A publicação apresentada pelo coordenador do ObservaPOA, Rodrigo Rangel, mostra os resultados da pesquisa realizada com o público participante das assembleias do OP 2015/2016.

 

O secretário de Governança Local enfatizou o protagonismo das lideranças locais. “O Orçamento Participativo de Porto Alegre não é uma experiência liderada pelo governo, mas pela força das comunidades. É assim que ele se mantém.  É um OP vivo, apesar das dificuldades”, disse Busatto .

 

Já o secretário adjunto de governança, Carlos Siegle de Souza, destacou a evolução do OP nos seus 27 anos. “É um processo fortalecido, com dois recordes de participação. Está mais transparente com a inclusão das demandas na lei orçamentária”.

 

Dois conselheiros, membros da coordenação do COP, Dionísio Gause Junior e Laura Elisa Machado, ressaltaram que o desafio pela continuidade do OP deve passar pelo resgate das demandas represadas, respeitando o que foi hierarquizado. “Precisamos ter o amadurecimento de não demandar até realizarmos o que ficou para trás”, destacou a conselheira Laura.

 

Para o prefeito eleito, Nelson Machezan Jr, é importante  que seja feito um esforço para entregar as demandas atrasadas. “Vamos tentar resolver e avançar nas comunidades. O tempo será valioso para fazermos a entrega. Se as comunidades pretendem manter o OP como está, assim o faremos. Mas se quiserem modificar alguns pontos do processo, contem comigo também”, disse.

 

Recesso – De acordo com o ciclo do OP, janeiro é mês de recesso. Os conselheiros iniciarão suas atividades nas regiões e temáticas em fevereiro de 2017.